Saturday, March 10, 2012
atrasado
Monday, March 05, 2012
uma noite calma
- Olha a lua, que linda.
- É. Acho que ela está nos abençoando.
- Não.
- Não?
- Nós já somos abençoados.
Tuesday, January 03, 2012
samir ed roma
te fazer saber
te mostrar o que foi
e o que não poderia ser
encontramo-nos de novo
exteriorizando desejos proibidos
rimos, gargalhamos
e nos despedimos de novo
mas ficou a lembrança
ficou o pensamento
o anseio de um retorno
que talvez não tenha jeito
agora só Deus sabe
como sempre, sempre soube
e nos resta esperar
no que o futuro vai se transformar
Saturday, December 31, 2011
fim
cantar ou declamar as 'marcas do que se foi' já virou clichê. mas não deixou de ser verdade. dois mil e onze foi um ano difícil. MUITO difícil. mas, ao mesmo tempo, cada dificuldade trouxe um aprendizado, uma lição que vai ficar pra vida toda. pessoas entraram na minha vida, umas permaneceram e outras poucas foram embora. mas a vida é como o mar do rio de janeiro: a onda vem e volta. a cada ano que passa a gente vai deixando nossas marcas. seja na vida das pessoas, seja na nossa própria. e é importante que não nos esqueçamos disso. é, é... final de ano chega e vem todos aqueles sentimentos de final de ano. é natural, não é? uma hora bate a tristeza, a melancolia, outra hora a esperança e a alegria. porque sempre que um novo ano se inicia vem o friozinho na barriga de como vai ser dessa vez. vai ser diferente? vai ser pior? vai ser melhor? será que minhas metas serão alcançadas? não interessa. porque, isso eu aprendi bem, você está vivo. mais importante que qualquer outra coisa que você ache que é mais importante: nunca esqueça que você está vivo. agradeça sempre por isso. agradeça a Deus, a Buda, a Alah, à ciência ou qualquer outra coisa em que você acredite. porque não existe melhor plano, melhor meta, melhor objetivo e melhor presente de ano novo do que viver. ache alguma coisa pelo que viver, agarre-se a ela e não solte até que apareça outra. estarmos vivos é a melhor dádiva que poderíamos receber. pode viver por alguém, pra alguém ou por qualquer outra coisa. mas se conseguir viver por você mesmo, você não precisará de mais nada. o ano foi difícil? foi. mas sobrevivemos. realmente não há cruz maior que possamos carregar. um dois mil e doze cheio de infinitas surpresas para todos nós. boas ou ruins. porque em tudo na vida tem que haver o equilíbrio.quem quiser ter um amigo
que mê a mão
o tempo passa e com ele caminhamos todos juntos sem parar
nossos passos pelo chão vão ficar
marcas do que se foi
sonhos que vamos ter
todo dia nasce novo em cada amanhecer'
Thursday, December 29, 2011
in in in
Tuesday, December 27, 2011
o que há de vir
Sunday, December 25, 2011
papai noel,
Jeronymo Artur
um dia foi
Friday, December 23, 2011
se perdeu
Thursday, December 08, 2011
perdoa
Perdoa pelo tardar de minha vinda
Perdoa pelo aumento de gasto da renda mensal
Perdoa pelo receio em dizer que te amo
Perdoa por gritar contigo quando me fazia cócegas
Perdoa por ter exigido tanto quando não precisava
Perdoa pelo receio em dizer que te amo
Perdoa por sempre te querer mais em casa
Perdoa por ter medo de falar com você
Perdoa pelo receio em dizer que te amo
Perdoa por não ter sido o melhor aluno sempre
Perdoa por não ter feito o curso que eu queria
Perdoa pelo receio em dizer que te amo
Perdoa por ter dormindo tantas vezes fora de casa
Perdoa pelas noites de insônia que te dei
Perdoa pelo receio em dizer que te amo
Perdoa por não te visitar por muito tempo
Perdoa por não fazer um papel que deveria estar fazendo
Perdoa pelo receio em dizer que te amo
Perdoa por não te honrar com um casamento
Perdoa por não saber se vou te dar um netinho
Perdoa pelo receio em dizer que te amo
Perdoa por não saber como dar a força necessária
Perdoa pelo choro, pela preocupação, pela noite mal dormida
Mas é que, se antes eu tinha receio, hoje eu preciso dizer que eu te amo.
Tuesday, December 06, 2011
Friday, December 02, 2011
em tantas cores
foi na diferença entre o riso e a saudade que se fez. um dia precisou abrir mão de um futuro promissor. mas precisou por si só. sua riqueza não se fazia de moedas de ouro, mas de sorrisos alheios. não era lá, nem cá. era, simplesmente. sem passado, sem futuro, vivendo apenas no presente. sem rosto, sem nome, sobrenome ou coisas afins. apenas uma identidade. um passo saltado. maquiagem, maquiagem, maquiagem. não para se esconder, mas para deixar-se ser. e ser uma infinitude de outros seres. um onde, um quando. um não existe, talvez. porque sua alma, essa sim, há de existir. e existir em outros, em tantos, em tantos outros. outros que carregam no corpo, no cérebro, no coração a fantasia de que, um dia, poderão vir a ser.Tuesday, November 08, 2011
é só o vento lá fora
Thursday, October 27, 2011
acreditar
Saturday, October 22, 2011
mal dormi
yo
Tuesday, October 11, 2011
culpa?
Eu queria, sinceramente, não me importar com infinitas coisas que me preocupam. Parar de gostar de sofrer, digamos. É difícil. Aliás, é muito difícil. Algumas pequenas coisas são inteiramente pequenas coisas. Mas sabe a bola de neve, que começa com uma bolinha que cabe na palma da mão, que se torna capaz de esmagar uma multidão? Pois é. São pequenas coisas que trazem à tona tantas outras. E, enquanto o silêncio por vezes é a melhor arma contra o sofrimento, outras é a forma mais indigna de cuidar do próprio coração.
E, por incrível que pareça, eu me culpo sem motivo. Eu transformo minha própria decepção em culpa. Sim, eu me decepcionei. Diversas vezes na vida, durante esses vinte e três anos. Com os mais variados tipos de pessoas. Mas as decepções que mais machucam aqui dentro são aquelas que sentimos através de atitudes de pessoas que você tanto, mas tanto, considera como suas. Dou ênfase à essa palavra, pois quero apenas frisar que não falo de ser dono, mas de fazer parte da minha vida.
Me perguntaram uma vez: essas pessoas te ligaram pra saber como você estava? Ou pelo menos pra saber se essa história era verdade? Eu respondi que não, claro. Afinal não tinha a menor noção do que estava acontecendo. Pois é, esses são seus amigos foi o que veio em seguida. Adoro ironia. E utilizo dela para dizer que mesmo os que ligaram para saber como eu estava ou que sabiam que a história era verdade – pela minha boca – também são meus amigos. Não faço a menor questão de me explicar, pois a carapuça, com certeza, não serve para todos, e estas exceções sabem bem disso.
Se fossem pessoas ignorantes, vá lá. Mas odeio a simpatia do sorriso que mascara as verdadeiras intenções. Até porque, infelizmente, apesar de não ser idiota, ainda tenho meu quê de ingenuidade. E cair no papo dos que são meus amigos acaba sendo, lindamente, uma prova disso. Porque, no fim das contas, só muito tempo depois é que consigo distinguir quem é o mocinho e quem é o vilão. E eu ainda me culpo sem motivo. Apesar de que eu deveria me culpar sim. Mas pelo fato de acreditar na bondade de algumas pessoas, principalmente quando elas já me provaram o contrário outras vezes.
Eu vou ficar sim
Mesmo se for só não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final, assim calado, eu sei
Que vou ser coroado rei de mim”
Los Hermanos
Saturday, October 08, 2011
preciso te dizer algo
preciso te dizer algo: achei que fosse fácil. achei que fosse fácil lidar com todo esse turbilhão de sentimentos que me rondam a mente e o coração. pensei que iria ser fácil simplesmente apertar sua mão e lhe dar um abraço, sem sentir aquele calafrio ou tremor do coração apaixonado. pensei que seria fácil olhar em seus olhos, mas... nem isso eu consigo.
preciso te dizer algo: agir racionalmente é completamente diferente do que agir sentimentalmente. porque, sendo racional, conseguimos driblar qualquer tipo de emoção. mas, sendo sentimental, a vida nos prega peças com as quais, muitas vezes, nos tornamos impossíveis de ser protagonistas e interpretar com exatidão aquilo que o script nos pede.
preciso te dizer algo: abra mão de tudo o que lhe faz mal. antes que você perceba que definitivamente te fazem mal. talvez, nessa hora, seja tarde demais. pra você mesmo. porque, por mais que inconscientemente, alguns perpetuam o mal. e é difícil distinguir o mal do bem nos momentos em que o desespero bate à porta. sou prova disso e posso te garantir que o melhor a se fazer é se afastar enquanto é tempo.
preciso te dizer algo: eu te amo. mais do que eu podia imaginar. pode até parecer clichê, e que o seja. mas eu te amo, apesar de qualquer distância que possa existir. digo, distância física, porque meu coração, esse que bate forte aqui, ainda tá aí, do ladinho do seu. eu te amo porque eu te conheço. eu conheço essa pessoa que tá aí dentro. e, talvez, eu te conheça mais do que você mesmo se conhece. eu te amo porque, além de suas qualidades, conheço todos os seus defeitos.
preciso te dizer algo: nunca esqueça de nada que eu tenha te falado algum dia. porque nunca menti pra você. nunca ousei trair sua confiança. nunca usei a palavra nunca com você, a não ser na ocasião em que disse nunca vou te deixar. porque nunca te deixei. você sempre esteve comigo, e eu sempre estive com você. se não fisicamente, dentro do coração.
preciso te dizer algo: eu não esqueci você. e nem pretendo. você, definitivamente, é parte de mim. assim como eu sei que sou parte de você. e metades não se separam, apenas se desencontram. e um dia há de haver um encontro. não um encontro qualquer, mas mais um encontro de corpos, de beijos, de almas. como outrora já aconteceu. porque amor, ah o amor, pode demorar o tempo que for, une as pessoas. e, um dia, há de nos unir de novo.
Friday, October 07, 2011
você é bem como eu
- eu odeio esse tipo de coisa, sabe?
- o quê?
- a pessoa sabe que não pode fazer uma coisa, e faz do mesmo jeito.
- ?
- é como uma autoflagelação. você é brilhante, tem força de vontade, mas luta contra ela e eu, sinceramente, não consigo te entender.
- mas...
- mas nada. não existe uma resposta, não tem como eu te entender, cara. como é que tu não pode tomar essa merda e fica tomando? isso não é teimosia, rapaz. isso é fraqueza. você é fraco.
- você me acha fraco?
- não. aliás, eu acho você uma das pessoas mais fortes que eu conheço.
- e como você diz que é fraqueza?
- não se entrega, bixo. você é forte. mas o que eu quero te dizer é que você tá sendo fraco.
- não to, não.
- está. e muito.
- só porque eu to tomando uma cerveja?
- não, porque você tá indo contra tudo aquilo que você tanto me frisou.
- e o que foi?
- se você não fizer por você, ninguém vai fazer.
- isso eu sei.
- pois é. e ninguém vai fazer. não que ninguém se importe com você. mas você tem que se bastar, lembra?
ele lembrou que tinha força de vontade. lembrou que conseguia sobreviver sem tudo aquilo que acreditava precisar para viver. lembrou que, na realidade, ele não precisava sobreviver. ele precisava viver. e percebeu que, para que isso acontecesse, aquela máscara tinha que ser tirada de sua face. conseguiu desatar o nó que a atava em sua cabeça. ainda era difícil olhar o mundo com outros olhos depois de tanto tempo. mas já era possível perceber que, olhando naturalmente, aquele mundo era ainda mais bonito.
Wednesday, October 05, 2011
Tuesday, October 04, 2011
o retorno
saí em busca de uma paz espiritual. não para um encontro com jesus cristo, mas um encontor com mim mesmo. posso garantir que não me encontrei completamente, mas encontrei as respostas para muitas de minhas questões. em todos os sentidos. saí em busca de uma paz interior no lugar por onde me apaixonei. brasília me trouxe muitas coisas positivas, muitos pensamentos positivos, muito foco positivo. não só pelas conversas, pelas experiências, pelas confidências, mas pelos pensamentos meus colocados quase que completamente em ordem. voltar para rio branco me traz paz porque sei as pessoas que vou encontrar aqui. encontrar, vulgo, celebrar com. porque tem algumas que eu não faço a mínima questão de encontrar. quarenta e duas páginas tem meu diário de viagem. não transcreverei pra cá porque, como já disse uma vez, sei bem o que devo escrever ou não. sei bem distinguir o que eu quero que os outros saibam e o que não saibam. os que precisam saber, sabem. e ponto. valeu os últimos vinte dias. foram vinte dias que talvez me guiem pela vida inteira. convivência familiar, cumplicidade na amizade, auto-retiro mental. voltei para minha cama, para meu quarto, para minha casa, minha rua, minhas pessoas, minha cidade. mas voltei também para a boca dos outros, para o olhar dos outros, para a fofoca e assunto dos outros. e sabe o que é melhor? voltei sem me importar muito com isso. rio branco me traz paz, pelas pessoas que eu tenho aqui. rio branco me traz paz porque foi aqui que nasci. rio branco me traz paz porque, hoje, mais do que nunca, eu sei diferenciar o que é bom do que é ruim. daqui uns dias começo a varredura física, porque a mental, deus me ajude, eu espero ter deixado lá em brasília. brasília de tão perto distâncias. brasília de tanta poesia, história, lugares, pessoas. brasília, filha de um visionário. brasília que um dia eu volto. de passagem, de férias e, quem sabe, de vez. permaneço aqui, então. mas agora me permaneço em movimento. porque é dele que eu preciso pra realizar meu sonho. não me basta mais sonhar e idealizar. agora eu quero realizar.
