-sinto como se estivesse sumindo da paisagem.
-...
-caralho, eu estou mesmo!
-...agora te preocupas?
-já diziam os engenheiros daquela ilha que
o preço que se paga as vezes é alto demais.-agora que percebe isso?
-isso me foi perceptível antes mesmo de acontecer.
-e porque não fez nada pra mudar?
-primeiro porque eu sou assim. segundo que eu resolvi deixar a coisa rolar, sabe?
-ah, arriscando né?
-isso.
-é, eu sempre gostei disso em você.
-então você me compreende?
-até certo ponto sim. até o ponto de: sua felicidade está completa dessa forma?
-bem, estou tentando fazer dar certo dessa vez.
-preocupe-se com sua felicidade, meu caro. se você está feliz dessa forma, quem se importa haverá de compreender.
-mas eu os compreendo também. eles se importam, eu sei.
-então eles vão entender que distância não significa o oposto de sentimento. ah, e você nem está distante. só não está a vista.
-convenhamos que é quase a mesma coisa.
-e. mas... sabe? eu não reclamo não. a gente pode passar anos sem se ver. eu sei que o reencontro vai ser sempre como se estivéssemos nos visto há apenas um dia. eu gosto de você rapazinho. te carrego pra sempre. pra todo o sempre comigo.
-você sabe que é algo recíproco, não é?
-eu sinto.
-então tá. tá tudo bem?
-tá sim. você sempre me deixa melhor, mesmo sem perceber.
sorriso bobo
-bom, então vou pra minha aula tá? a ufac me deixa louca.
eu sei que isso não aconteceu. mas, bom, você sabe que eu adoro imaginar.