Thursday, October 30, 2008
acima de qualquer coisa
Wednesday, October 29, 2008
do burrico II
mas eu sei que um dia a gente aprende
quem acredita sempre alcança...'
mais uma vez - renato russo
Tuesday, October 28, 2008
desiderata
lute pela sua felicidade.
a gente é maior que qualquer razão
quem vai te socorrer?
quando chover,
e acabar a luz,
Wednesday, October 22, 2008
conselho dado não se olha os dentes
De repente, então, as coisas mudam novamente, e você se depara com aquele pensamento de: se ninguém paga minhas contas, ninguém tem nada a ver com isso. Mas como? A culpa se mistura àqueles sentimentos de receio, pecado, erro e pensamentos alheios. E você deve sobreviver. Se não, meu amigo, a coisa fode pra você.
Erguer a cabeça, olhar e pisar firme é tão difícil quanto subir n’uma bicicleta (sem rodinhas) pela primeira vez e sair pedalando. Os olhares que outrora nem se viravam para você, de repente te olham de canto, analíticos, julgando cada passo e movimento seu. É o preço, tão alto, de transgredir certas coisas.
O grande lance, cara, é você não dar a mínima. Ninguém se importa, fazem de conta que querem o seu melhor, entende? Importe-se você com você mesmo. E só. O que eles te falam, deixe que falem. Escuta aquilo que fará você crescer. O que te faz regredir deixa para trás que ninguém deve se prender a isso.
E, afinal, quem tiver que estar ao leu lado, irmão, vai estar. A hora que for, para o que for, independente de qualquer outra coisa. Mesmo que esteja longe, porque, afinal, não é necessário que se esteja junto para estar por perto.
Monday, October 20, 2008
do burrico I
Friday, October 10, 2008
desde criança
*Quatro trabalhos que tive em minha vida:
Emprego mesmo só um, com carteira assinada e tudo, em uma loja de projetados. Estágio é trabalho? É né?! Então foram dois: assessoria jurídica da EMURB e assessoria de imprensa da Fundação Elias Mansour. Trabalho voluntário também? Ok! Fui membro do Núcleo de comunicação do Catraia. Yes! Deu quatro.
* Quatro lugares em que vivi:
Em 20 anos nunca mudei de cidade nem de casa.
* Quatro Programas de tv que assistia quando criança:
As Aventuras de Tim-Tim, Castelo Ra-Tim-Bum, X-Tudo e Cavaleiros do Zodíaco.
* Quatro programas de tv que assisto:
Bom, eu quase não assisto TV mais, mas quando dá eu assisto as novelas da globo, Fantástico e seriados na SKY. (Não tem mais MTV mesmo )
* Quatro lugares em que estive e voltaria:
Brasília, Fortaleza, Dourados e São Paulo.
* Quatro formas diferente que me chamam:
Tuzi, Tutu, Tuti e Bola
* Quatro pessoas que te mandam correios quase todos os dias:
Minha mãe, Rose (minha chefe), e minhas duas irmãs.
* Quatro comidas favoritas:
Faço que nem a Giselle: “Pô, só quatro?”. Estrogonofe, Lasanha, Macarronada e Churrasco.
* Quatro lugares em que gostaria de estar agora:
Brasília, São Paulo, Florianópolis ou Caribe!
* Quatro coisas que espero que esse ano eu possa:
Vamos de coisas simples e significativas, já que faltam apenas pouco mais de dois meses pro ano acabar, e as coisas materiais podem não chegar: rir mais, chorar mais, brincar mais e ... bem, deixa a última pra lá. ;x
* Quatro amigos para responder:
Toma esse pepino pra ti: Thalyta, Clara, Victor e Kaline.
Thursday, October 02, 2008
mais que mil palavras
Wednesday, September 17, 2008
Friday, September 05, 2008
mais do mesmo
a vida,
como ela segue.
querer e não poder.
poder e não querer.
ou os dois.
'tudo numa coisa só'
Friday, August 29, 2008
Monday, August 25, 2008
aprendendo a voar
e dali a pouco, soube quando deveria sorrir sem se preocupar.
os mistérios embalados nas canções,
e os pródigos que insistiam em voltar
abriu os braços ali mesmo
onde o sol seria visto pela primeira vez
Thursday, August 14, 2008
Thursday, August 07, 2008
o aqui
- é.
- estar aqui é uma delas.
- não só estar aqui. estar é só estar. o grande lance é viver isso aqui.
e, é como dizem: a primeira vez é inesquecível.
Wednesday, July 30, 2008
Monday, July 28, 2008
teu próprio verdugo
sempre há uma luz no fim do túnel
Mas ainda há chance. Sempre existe esperança para aqueles que nela acreditam.
Thursday, July 24, 2008
quando só você não basta
É claro que, como todas as pessoas, quero meus momentos solitários: aqueles em que quero pensar na vida, ouvir uma música e dançar sozinho no meio da rua, encostar a cabeça na janela e olhar para o mundo lá fora. Mas, pelo menos para mim, nos dias de hoje, esses são momentos durante o dia, e não o dia inteiro.
Matar saudade daqueles que moram longe. Aproveitá-lo como se fosse só seu e de mais ninguém, nem de lá, muito menos de cá. Como se só você existisse para ele. Colocá-lo, como de vez em quando se diz, na sua bolha. Onde só você entra e sai, e onde guarda tudo aquilo que diz respeito a você. E só a você. Egoísmo, sim!
Não sou sozinho. E, que me lembre, nunca fui sozinho. Se fui, exercitei ao máximo – e isso desde criança – a me socializar com os outros: conversar mesmo quando os conheço no dia, fazer amizades para a vida inteira. Mesmo que a vida inteira signifique alguns anos, alguns meses, ou simplesmente alguns dias.
Talvez seja pretensão minha afirmar que sou bacana, agradável e divertido. Mas é assim que me enxergo, apesar da frequente melancolia que se passa na nuvem em forma de cérebro que tenho na cabeça. Entendo que diversas vezes sou chato, também. Mas isso não condiz com minha personalidade por completo.
- Oi, como é o seu nome?
- Eduardo.
- Meu nome é Luíza. Lembra de mim?
- Er...
- Estudei com você até a sétima série.
- Mesmo? Ah, você usava óculos e sentava no canto direito da sala. Bem na frente?
- Isso.
- Nossa, como você mudou.
- É.
- Eu sei que não mudei quase nada.
- Lembra de quando...
E assim vai.
com os olhos fechados
Todos os dias quando acordava, ele sentia que precisava de um lugar mais tranqüilo, onde pudesse sonhar.
Monday, July 21, 2008
vênus
- O quê?
- Aquela estrela.
- Não é estrela, é Vênus – afirmou ele secamente.
- Você está estranho. Aliás, venho te achando esquisito há alguns dias. Aconteceu algo?
- Não.
- Te conheço há anos Leonardo. Você acha mesmo que eu não saberia quando algo estranho tivesse acontecido?
- Ah Bárbara, são as coisas fora do lugar.
- Que coisas fora do lugar?
- O mundo.
- Filosofando é?
- De certa forma. Ultimamente ando refletindo sobre algumas coisas.
- Hum, que tipo de coisas?
- Já ouviu O Teatro Mágico?
- Já.
- Então, porque o mar não se apaixona por uma lagoa?
- Segundo eles porque a gente nunca sabe de quem vai gostar.
- É, é mais ou menos isso.
- Tá apaixonado?
- É Vênus.
outros tempos
teorias
Um avião num céu sem nuvens é como uma vida sem obstáculos: sem turbulências, mas sem emoção.
Thursday, July 17, 2008
se for, será
Tuesday, July 15, 2008
pro alto
A solidão se tornou costumeira nesses dias em que não te vi mais. Como você pôde apenas me sorrir de tão longe, de onde nem posso te ver? Mas não te assustes: logo mais tarde te farei companhia. Iremos nos encontrar como se fosse aquela primeira vez em que te vi saindo de dentro de mim.
O relógio já bate às três da manhã, quando, em meio aquele sonho, te vi voando sobre quatro rodas. Lá estava tu, de cabelos molhados, roupas rasgadas e sorriso no rosto. Que hora foi aquela em que, de repente, eu te perdi de vista? Não sei.
Sunday, July 13, 2008
quem te disse?
E aquele carro que eu vi na vitrine e me imaginei dirigindo? Aquele prato saboroso que, só de lembrar, já dava para sentir o gostinho na boca? E, também, aquela gostosona de seios e bunda protuberantes que você viu na revista?
A gente só nunca teve aquilo que nunca quis.
bemad
-porque só os loucos são livres, bárbara.
-sinceramente, não posso concordar. não sou louca e sou livre.
-não. tu é presa àquilo que te convém aceitar como normal. se assim não fosse, você largaria seu emprego hoje e ia comigo para São Paulo.
-ir para São Paulo sem perspectiva nenhuma, sem certeza do que eu posso encontrar? não, não..
-é isso que eu quero dizer quando digo que você não é livre.
-um dia tu vais aprender, léo. as coisas são não são fáceis para quem não aceita uma rotina.
-eu sei. eu poderia aprender isso de hoje para amanhã, e quem sabe mudasse de idéia. mas por enquanto, bá, eu vou. sem perspectiva nenhuma, sem idéia do que eu posso encontrar, sem saber, diabos, como eu vou comer, dormir ou viver lá. mas eu me viro.
(...)'
Friday, July 11, 2008
os trechos de uma história
- Ah, sem essa. – levantou o tronco e cruzou as pernas – Não sei se devo acreditar em você.
- E eu nem peço que você faça isso. Você é livre.
- É disso que eu tenho medo.
- De que? De ser livre?
- Não, dessa sua humildade, da sua tranqüilidade. Do seu respeito.
- Você não deveria ter medo.
- Mas não é medo de você. É medo de magoar você.
- Coisas inevitáveis essas, sabe? Todo mundo vai magoar alguém algum dia. A gente só precisa saber superar.
- Nunca vou esquecer você, aconteça o que acontecer.
- Não me interessa que você não me esqueça. Eu já fiz parte da sua vida. Faço, aliás. E isso me importa. Saber que em alguma página desse caderno de variadas folhas, meu nome foi escrito. Se você não lembrar, não interessa. Continuarei lá como sempre estive.
Thursday, July 10, 2008
em uma manhã eu leio tudo
da mesma forma, as fotos desbotadas, apesar de desbotadas, contam um pouco de história. e eu gosto de mantê-las assim. sem restauração. não é que as quero apodrecidas no canto da estante, mas as quero originais, com aquele gosto de bom momento.
uma árvore no sofá da sala não seria uma péssima idéia, ainda mais abaixo de nuvens de algodão. oh, seriam as nuvens todas feitas de algodão?
lembranças com cheiro de tempero. casa da tia, da irmã, da avó, e até da mãe, depois que a gente sai de casa. é o olfato apurado, que às vezes some com o cheiro do cigarro.
sou de virgem e também gosto de domingos, ainda mais dos domingos ao acaso, quando coisas inesperadas e nada programadas acontecem. será que alguém perdeu outro celular na porta do ônibus?
percebeu, criança?
Monday, June 30, 2008
Wednesday, June 25, 2008
Sunday, June 22, 2008
Monday, June 16, 2008
clausura

Friday, June 13, 2008
Monday, June 09, 2008
(engano)
-quero conversar - ela diz.
-ah, vai se fuder!
tu tu tu e o choro.
Tuesday, June 03, 2008
(ins) piração
vem de cada causo da vida
de cada verso já lido
em momento que passou
ou surge ali, repentina
de certo modo
de modo certo
Wednesday, May 28, 2008
do quarto pecado capital
Pois ergo-me fielmente na sua tristeza,
Que transforma meu ego no que eu espero que seja.
O seu sentimento de inferioridade me fortalece,
A cada queda da qual você não se levanta.
Afunde no mais fundo dos mares,
Eu te ajudo a amarrar as pedras aos pés.
Sua desgraça será minha vitória,
E, assim, feliz serei.
Wednesday, May 14, 2008
Monday, May 12, 2008
Carta Aberta à Coletividade
O Catraia é um coletivo de pessoas de várias áreas do conhecimento que enxergam a cultura como um meio de agregar, estimular, potencializar e realizar mecanismos capazes de escoar, integrar e difundir produções artísticas, educativas e culturais para o benefício da sociedade onde está inserido. Sistematizado como coletivo de cultura há sete meses, agentes culturais formam o Catraia, que por sua vez forma, com outros coletivos e grupos articulados, um circuito integrador da cultura independente brasileira, o chamado Circuito Fora do Eixo. Gerido empiricamente por um regimento interno que vem sendo formulado com e para a participação de todos os seus envolvidos, o Catraia é também um grupo aberto e heterogêneo, que vê não só na criação e aplicação de metodologias, mas também na pluralidade de seu quadro, o melhor meio de alcançar seu objetivo: o fortalecimento e solidificação da cultura independente no Acre e no Brasil.
Ignoram que até quando se pretende ser parcial e passional, é preciso ser primeiramente imparcial e racional
As críticas desqualificadas feitas por essas pessoas, se apoderam das ações do Catraia, dos esforços feitos por seus colaboradores e se constroem com um único objetivo: desestabilizar os passos de quem caminha pela Cultura, através da coletividade e destruir qualquer tentativa de acerto. São críticas que ferem a autonomia e o direito de autodeterminação do Catraia e de seus parceiros, pois abordam de forma ferina e deturpada assuntos comuns a todos ali, muitas vezes ultrapassando as noções da boa convivência e da ética. Acusam o Catraia de ser sectarista e estratificador nas suas ações. Mas esquecem que as nossas portas sempre estiveram abertas, assim como os ouvidos dos que aqui estão. No Catraia somos a favor do debate. Ouvimos o que queremos e o que não queremos. Assim como somos estimulados a falar não só o que queremos, mas o que devemos. Ao contrário do que se afirma erradamente, a verdade do Catraia é feita da soma das verdades das várias pessoas envolvidas em seu processo.
Somos contra o pensamento 'farinha pouca, meu pirão primeiro' e batalhamos para erradicar posturas individualistas que atravancam nosso trabalho
Além de estimular as bandas, associadas ou não, através de ações pró-ativas, como o estúdio de ensaio e a assessoria de marketing, imprensa e publicidade, o Catraia busca formas de escoagem de produção, criando mecanismos profissionais para fomentar o trabalho da cena cultural independente de Rio Branco. Com recursos próprios e das parcerias, o Catraia discute e age para que a emancipação desse trabalho aconteça para outros pontos da sociedade e do estado, não se restringido a um pequeno feudo de atuação. Somos contra o pensamento "farinha pouca, meu pirão primeiro” e batalhamos para erradicar posturas individualistas que atravancam a ampliação do nosso trabalho engajado. Entre erros e acertos, nos capacitamos. Permutamos experiências e tecnologias. E estimulamos a participação das pessoas nos diversos campos da cultura. Não detemos fórmulas, nem protocolos, tampouco a verdade absoluta. Mas sabemos onde estamos e pelo o que lutamos. Pelo Catraia, aprende-se errando e erra-se aprendendo.
Embora algumas pessoas tenham optado por criticar os processos metodológicos que vêm sendo implantados internamente no Coletivo Catraia, para nós, catraieiros, nunca nos coube julgar ou condenar os processos utilizados por essas pessoas e seus meios e veículos de informação cultural. Sempre respeitamos e continuaremos a respeitar a dimensão conceitual e de auto-gestão de todos os projetos, veículos ou grupos que trabalhem com cultura, por acreditarmos que a pluralidade se dá com respeito e todo objetivo comum deve ser alcançado de forma coletiva. Também nunca coube ao Catraia analisar ou criticar tecnicamente uma banda. Para o Catraia toda banda, independente de seu estilo, tem importância, que é medida pelo trabalho, relevância e consistência de sua postura no fortalecimento da cena de música independente acreana e brasileira.
O Catraia se preocupa com a qualidade de seu trabalho, mas leva em conta o oneroso processo de capacitação de seus envolvidos
Atenciosamente,
Janu Schwab – Gestor de Marketing e Estratégia, Rodrigo Forneck – Gestor de Produção e Eventos,
Monday, May 05, 2008
E a saudade...
- Mas já vais? Está cedo.
- O que seria cedo?
- Talvez isso de ainda não ter vivido tudo.
- O que é um tudo pra viver? Nunca é cedo, nem tarde. Basta viver, entende?
- Quero mais tempo com você.
- Todos queremos, mas vivemos bastante. Juntos. Isso não basta?
- Não.
- Não se preocupe, você não será esquecida.
- Não tenho medo disso. Tenho medo de não ver-te mais.
- Talvez isso aconteça. Mas qual o problema? As lembranças não permanecerão?
- Sim.
- Então... Contanto que não esqueçamos um do outro, se não nos encontrarmos mais, isso não será de tanta importância. Não que não fosse bom nos encontrarmos, pelo contrário, seria ótimo, mas .
- Irei aguardar-te.
- Não, não me aguarde. Não se atormente esperando pelo dia em que eu voltar. Viva. E se surpreenda quando eu aparecer novamente. Assim, subitamente, nosso encontro poderá ser mais caloroso.
- Ah.
- Não, não chore. A não ser que seja de felicidade. Não chore pela minha partida, mas pela nossa vida. Pelo que passamos juntos. Assim, saberei que te fiz feliz.
- Gostaria de conseguir.
- Você consegue. E cada vez que o vento soprar, lembre-se que eu posso estar longe, mas mandarei beijos de boa noite e bom dia, a cada manhã e noite no resto de minha vida, assim como fiz por todo esse tempo.
- Vou sentir sua falta.
- Também sentirei a sua.
Com um abano de mãos, ela o viu seguir o caminho que aparentava ser perigoso, mas que ele, com sua eterna coragem, conseguiria transpassar. Fechou o portão e entrou. Seus dias talvez não fossem mais tão alegres, mas, com certeza, aquelas lembranças nunca sairiam de sua mente. Estava agradecida.
Wednesday, April 23, 2008
ludibridade
(de raiva, medo, rancor ou amor)
transformam o cotidiano
em um eterno baile de máscaras
regado a bebidas alcoólicas que as fazem cair
sou da teoria de que o lobo mau
(quase sempre)
se veste de chapeuzinho vermelho
Tuesday, April 22, 2008
em um dia nublado que passou
apesar de, talvez, ser a única saída.
e o tempo, como dizem, nem sempre é o senhor da razão.
mas, com certeza, cura mais que muito remédio.
ou ao menos ameniza a situação.
e aquele sorriso que outrora ficou nos seus lábios,
dá lugar às lágrimas tristonhas que caem dos olhos.
indagações VIII
seria a felicidade uma matéria na qual você deve alcançar a média?
Tuesday, March 25, 2008
Saturday, March 22, 2008
além
gosto salgado de lágrimas,
cheiro forte de flores.
Tuesday, March 18, 2008
folhas secas
sujo do outono
das árvores que caem
mortas no chão.
minha mão,
como já diria dos Anjos,
ao mesmo tempo que afaga,
apedreja.
ser. humano.
carente de idéias.
Tuesday, March 11, 2008
Friday, March 07, 2008
Dor
dor de dente
dor de cabeça
dor de cotovelo
dor de ar...dor
dor de corno
dor de estômago
dor de amor
até morrer de
dor
Tuesday, March 04, 2008
esperança
andou por algum tempo se arriscando por entre os carros,
e parou logo na esquina pra comprar um picolé.
o dia estava nublado e ameaçava chover.
mas um risco de raio de sol por ali surgia.
mesmo que o sol não fosse aparecer.
- acorda, menino, são sete da manhã.
Monday, March 03, 2008
rio de lava rubro-incandescente,
aquele gosto amargo
de ferro que enche a boca,
os dentes insistem em mais,
buscam algo líquido em que se apoiar
e adormecem ao lado de quem esteve ali
e já não está mais.
sorria ao novo dia que vem,
trazendo mais tempestades em meio aos raios de sol.
Friday, February 29, 2008
Wednesday, February 27, 2008
infância
fechei as cortinas, mas eles invadiram o quarto.
pássaros azuis. com bicos vermelhos.
talvez aquela porta levasse à outro universo.
aquele perdido há alguns anos atrás.
Wednesday, February 20, 2008
pés que eram cofres
Friday, February 15, 2008
guarda-chuvas em tons pastéis
e naqueles passos largos, não sabiam. nem imaginavam.
aquele azul se tornou cinza, um cinza escuro, da cor dos pés descalços.
mas dos pés descalços das crianças dos campos de erupções vulcânicas
ela, então, abriu os três guarda-chuvas que carregava na bolsa,
sem motivo aparente, afinal nunca chovia.
mas tinha três.
e ali se escondeu, até que tudo se tornasse vermelho.
e não era vermelho-sangue, era vermelho-felicidade.
olhos brilhando da emoção que emergia dos poros.
Thursday, February 14, 2008
fingindo ser um palácio
e não se encontravam mais no banheiro
também não se viam. convi-viam.
ela queria dar entrada nos papéis:
-eu quero o divórcio
-tá
-eu to falando sério
-eu também
-amanhã vou dar entrada nos papéis
-não precisa, é só assinar aqui. fiz isso há um mês.
-...
traquinagens sexuais
não era mais mulher com idade para sexo selvagem.
- e isso tem idade? - ele perguntou
Wednesday, February 13, 2008
Tuesday, February 12, 2008
Nunca houve uma mulher como Clarisse - 4ª Parte

Levantou, ainda cambaleante, equilibrando-se com as mãos enfraquecidas sob a pia. Olhou-se no espelho. A única diferença de quando entrara era a cor do seu rosto, pálido. A maquiagem ainda borrada lhe deu um ar de circo. Sorriu, imaginando-se uma circense.
Foi a primeira vez que sorriu depois de tanto tempo. Sentia-se envolta em indagações, pressentimentos e uma tortura psicológica que ela mesma fazia em si. Não havia vento, mas por dentro dela era como uma tempestade.
Tratou de lavar os pulsos, o sangue já rígido em seus braços, fazendo-a pressioná-los para que ficassem limpos. A água lhe fez sentir uma dor aguda, ocorrendo-lhe fechar os olhos e morder os lábios, numa tentativa de aliviar o sofrimento.
Envolveu o corpo nu em uma toalha e voltou para o quarto. Tirou mais um cigarro do maço que jazia sobre a cama e, da mesma forma que fizera anteriormente, cruzou as pernas após acende-lo.
Apertou o botão vermelho do controle. E viu estampado na TV o que ela mais temia.
Friday, February 08, 2008
talvez em outra vida
Thursday, February 07, 2008
Nunca houve uma mulher como Clarisse - 3ª Parte
Tuesday, January 29, 2008
Nunca houve uma mulher como Clarisse - 2ª Parte
Era um apartamento pequeno, – onde quarto, sala e cozinha ficavam no mesmo lugar – localizado numa das ruas daquele bairro periférico de nome indefinido. Cortinas encardidas tornavam a luz do sol impenetrável, fazendo com que a escuridão fosse abalada apenas pelo abajur vermelho.
Clarisse abriu a porta e entrou. A chuva fina havia deixado-a inteiramente molhada durante o percurso que fizera da parada de ônibus até seus aposentos. Deixou a bolsa em cima da mesa ao lado da porta e começou a se despir.
Sentou na cama, cruzando as pernas, e retirou da bolsa um maço de cigarros. Acendeu um, cerrando os olhos e soltando um longo suspiro. Seus pensamentos estavam além daquele apartamento. Lembrava de cada detalhe do dia que havia passado. Levantou-se e seguiu até o banheiro.
Olhou-se no espelho. Viu uma certa repugnância estampada em seu rosto manchado. Abriu o pequeno armário e de lá tirou uma lâmina. Trancou a porta – como se houvesse mais alguém ali que a pudesse ver –, abriu o chuveiro e sentou-se embaixo dele. Uma pontada de dor e um gemido suave.
A água fazia com que o sangue escorresse mais rápido.
sentimento marginal
os olhares de esperança assemelhavam-se às súplicas de perdão que ele evocava de dentro do peito. que não era o seu.
Monday, January 28, 2008
Nunca houve uma mulher como Clarisse - 1ª Parte
A noite havia caído por toda a cidade. Já não existiam resquícios do sol que passara por ali durante o dia. Alguns cachorros uivavam à lua, enamorando-a. Os carros movimentavam-se pela estrada, enlouquecidos, como que estivessem fugindo.
O bar ficava ali, à beira da estrada, solitário. Era um local sem pudores, sem preconceitos, onde ricos, moribundos, prostitutas, universitários, homossexuais e travestis se encontravam sem olhares recriminadores. A música, ambiente, mantinha o ruído de fora abafado. E todos podiam trocar palavras tranquilamente.
Ali estava Clarisse, sentada em um canto parcialmente escuro, escondida, lamentando-se. Era loira, olhos esverdeados, corpo singelo, de seios pequenos e nádegas protuberantes. Seu rosto sereno exibia as marcas do abuso sofrido. As lágrimas haviam borrado a maquiagem, e a face, antes magnífica, era nada mais que uma mancha de variadas cores.
Não sentia vergonha, era triste. Estava humilhada e ao mesmo tempo em que o ódio a consumia, sorria com o canto da boca. Olhava para os outros três cantos do recinto – onde sombras se faziam passar por pessoas escondidas – e sentia repúdio. Estava prestes a cometer outro crime.
Levou a taça à boca. Cerveja. Não tinha dinheiro para martini, vinho ou qualquer outro destilado. Mas a taça lhe dava um ar superior, daquele jeito que gostava de sentir. Agora não sentia arrependimento. As lágrimas secaram. Retirou algumas moedas da bolsa – já surrada após anos de trabalho – e colocou sobre a mesa. Levantou e andou em direção a porta.
Wednesday, January 16, 2008
areia, mar, algas e pensamentos além
é bom sentir a brisa do mar, com os pés cravados na areia, olhando pr'aquele azul que parece não ter fim. dá pra pensar, refletir e perceber tanta coisa que acontece. passo por mais uma prova na minha vida. daquele tipo que eu divido com um "antes" e "depois". pela primeira vez sinto vontade de morar em outra cidade - além de brasília, que não rio branco. a simpatia das pessoas é incomum. a tranquilidade. mas são férias, afinal. de qualquer forma, sendo férias ou não, o mar está sempre ali, aquele vento gostoso - faça chuva ou faça sol - também. esse é o primeiro post do ano, dezesseis dias depois que eu passei de meia noite com o pé direito. e continuo com ele. mas ano passado foi assim também, até o carnaval. eu só quero aproveitar enquanto tá tudo bem. se 2008 me trouxer mais decepções do que trouxe 2007, eu não sei o que esperar de 2009. mas, bem, isso é pra falar só nos últimos dias desse ano que começou a passar. aproveitemos enquanto é tempo. e não só eu que estou na praia. aproveitem o trabalho, a faculdade, façam o que gostam. tenham prazer em tudo o que fizerem, até mesmo aquelas coisas que vocês não gostam. quem sabe assim vocês não sorriam mais e sejam mais felizes?
Monday, December 31, 2007
feliz ano novo
ouço muitas pessoas falando que 2007 foi um ano trash. eu posso concordar, afinal talvez tenha sido o ano que eu mais me fudi na vida. mas eu tive tantas conquistas e aconteceu tanta coisa boa que eu também devo comemorar. espero que 2008 seja repleto de coisas novas, de mudanças boas, de aprendizado e juízo na minha vida. que em 2008 eu possa rir e chorar tanto quanto ri e chorei esse ano. deus escreve certo por linhas tortas. hoje eu sei disso.feliz ano novo para todos. que o novo ano de vocês seja tão maravilhoso quanto vocês sonham e merecem. um abraço bem apertado. a gente se vê por aí. ;*
Thursday, December 27, 2007
Monday, December 24, 2007
Wednesday, December 19, 2007
indagações V
talvez porque não sejam tão pequenas quanto parecem ser.
tormentos
bons ventos que trazem a lavagem da alma
correr
em meio a tantos carros desgovernados
e gritar
exorcizando todos os demônios que te atormentam
Monday, December 17, 2007
propagação
E lá estava ele, sentado próximo à margem do rio. De vez em quando utilizava um galho para movimentar as águas e ver o reflexo distorcido da ponte ao longe. Pensava. E pensava. Pegou uma pedra e jogou ao longe. Os anéis de água começaram e vieram ao seu encontro. Tão longe. Era assim que via o mundo. Algo tão pequeno às vezes poderia ter conseqüências enormes.
daqui 14 dias...
meus planos para o novo ano, voluntários e involuntários, são simplesmente três até agora: ver amigos indo embora, ser chamado para trabalhar na prefeitura e me dedicar mais às atividades que estou fazendo, vulgo arrumar minha vida que está uma bagunça.
Friday, December 14, 2007
Wednesday, December 12, 2007
let it be
Sunday, December 09, 2007
Friday, December 07, 2007
anelehana
Thursday, December 06, 2007
felicidade
entoando alegres canções
o dia nasceu lindo hoje
mesmo cinzento
pois está vívido
e a chuva que traduz o choro celeste
é um choro de felicidade
quero ver o sorriso estampado
se não, ao menos fazê-lo aparecer
Wednesday, December 05, 2007
'tudo escapa por entre a mãos'
e isso é tema de muitos textos que vemos por aí.
mas é algo que, mesmo que se fale há tanto tempo, continua sendo muito recente.
já li que para se saber o valor de um segundo, deve-se perguntar ao segundo lugar de uma competição de natação, e é bem isso mesmo.
o tempo passa pela gente e a gente nem sente. e daqui a pouco somos um Pedrinho.
aproveitar. saborear. e saber que o amanhã que a gente teme, pode ser o hoje que vivemos.
Tuesday, December 04, 2007
inconsciente
estou pronto para ser jogado aos leões mortos de fome.
Monday, December 03, 2007
fracasso
sentimento de inferioridade
e o ócio
sem rumo
ou n'um rumo incerto
mais, bem mais do mesmo
e o medo
que deixa o corpo calar frio
n'um calafrio inconstante
liberto
exorcismo de espíritos
Wednesday, November 28, 2007
hoje
teríamos os pássaros entoando alegres canções por entre as árvores,
e o suor quente escorrendo pelo rosto cansado dos transeuntes.
não fosse pela chuva, eu talvez não tivesse lembrado.
mas antes do céu desabar eu não esqueci.
e não lembrei, porque já sabia.
é difícil. tanto tempo.
diálogo I
- to
- ... - cara de quem finge que acredita
- e tu tá bem?
- to, e você? - deu pra sacar a sinceridade
- então estamos ótimos. - será?
certas pessoas que entram na vida da gente tão rapidamente, às vezes passam a nos conhecer de uma forma que nem nós mesmos entendemos direito. ou às vezes nós realmente deixamos transparecer demais como nos sentimos. eu não gosto de estar nessa segunda opção (apesar de algumas vezes estar), por isso se torna fácil (considere mais um 'às vezes' aqui) dizer sempre que está tudo bem. aprendi com a vida.
o que aflige?
aquela estrela que insiste em brilhar mais no céu.
e a vontade de sorrir apenas com os olhos.
Tuesday, November 27, 2007
solitariamente II
Sunday, November 25, 2007
Wednesday, November 21, 2007
(...)
um dilema
dentre tantos parênteses
infinitas idéias
encantam-se os homens pelo sorriso
e pelo olhar
olhos de ressaca
emoção que contorce cada pêlo do corpo
arrepios
calafrios
num caso de amor com as palavras
poético
preciso
e tão
tão eloqüente nas suas incontáveis suposições

