Wednesday, November 26, 2008
tem horas que você percebe
1175
tapa na cara
- da mesma forma que não me interessa as coisas que você fala.
Tuesday, November 25, 2008
feliz
Monday, November 24, 2008
sonhando
- Aparentemente não. Mas isso é um problema?
- Não sei.
- Bem, suponho que não, afinal estamos aqui para conhecer pessoas, não é?
- Eu não freqüento esses lugares para conhecer pessoas, apenas para dançar.
- Quero dizer que estamos aqui, nesse mundo, para conhecer pessoas – disse enquanto apontava o dedo para baixo.
- Isso quer dizer que eu sou obrigado a conhecer você?
- Não, de forma alguma. Mas eu posso querer conhecer você. Então façamos o seguinte, eu te pergunto tudo e você não me pergunta nada. Aí eu te conheço e você não me conhece. Assim ficamos todos felizes, o que acha?
- Eu não acho nada. Só não tenho interesse em conversar agora.
- Tudo bem, eu espero. – ficou calado por cinco segundos – E aí? Já?
- Acho que quanto mais rápido eu responder suas perguntas, mais rápido você vai embora, né?
- Talvez. Mas talvez daqui a pouco você nem queira que eu vá embora mais.
- Veremos.
Felipe perguntou tudo o que queria saber à seu respeito. Onde havia morado, se era casada, se tinha namorado, filhos, um cachorro ou um gato. O que gostava de fazer em seu tempo livre, com o quê trabalhava, se ainda estudava. A conversa foi sendo tão construtiva que ela começou a interagir com ele, deixando de apenas responder perguntas. Começou a contar histórias de sua vida, perguntou sobre a vida dele. Ao invés de dançarem, passaram a noite conversando, sentados em um local afastado da enorme concentração de pessoas que se mexiam de um lado para o outro.
- Bem, vou indo.
- Mas já?
- Você queria que eu fosse embora rápido. Já demorei mais do que deveria, não é?
- Fica. Desculpa minha arrogância.
- Tem certeza?
- Na verdade eu preferia que nós fôssemos embora.
- E nós vamos pra onde?
- Não sei. Vamos dar uma volta. Você está de carro?
- Não. Pedi que um amigo me deixasse aqui.
- Já sabia que ia me encontrar não é?
- Tinha esperanças.
- Bem, eu to no meu carro. Vamos?
- Claro.
Os dois deram algumas voltas, conversando sobre planos futuros, trabalho e faculdade. Felipe não conseguia pensar direito. Achava engraçado estar onde estava, sendo sempre tão pessimista como era. Nunca achou que fosse ter aquela oportunidade e, de repente, estava ali, ao lado de alguém com quem sonhara estar.
- Você pode me deixar em casa?
- Já?
- Sim, preciso ir. Já são quatro horas da manhã. Minha mãe deve estar acordada me esperando.
- Onde você mora?
- Aqui perto. Pode ir por ali.
Ao chegarem em frente à casa, os dois ficaram imóveis. Olhavam para os pés, sem saber o que dizer. Felipe, achando-se corajoso ao extremo, resolveu quebrar o gelo do silêncio:
- Er.. – falaram os dois ao mesmo.
- Pode falar.
- Não, pode falar você.
- Tudo bem. É que eu queria agradecer a oportunidade.
- Que oportunidade?
- De responder minhas perguntas.
- Eu que agradeço por você não ter desistido.
- Eu não desistiria tão fácil. Quando eu quero alguma coisa eu corro atrás o máximo que eu posso.
- Bem. Acho que não será mais necessário correr tanto assim. Agora estamos lado a lado.
Felipe corou. Sem saber o que dizer foi abrindo a porta do carro.
- Espera.
- Fala.
- Vem aqui.
Ela chegou mais próxima dele...
- Felipe! Felipe! São sete horas! Você vai se atrasar.
Thursday, November 20, 2008
luv
e conhece a dor
consideramos justa toda forma de amor
sejamos todos livres para amar da forma que nos convenha.
Wednesday, November 19, 2008
algo novo
Sentia uma dor terrível cada vez que lembrava como tinha passado a noite. Nunca havia dormido com ninguém. Suas relações sempre foram simplesmente promíscuas – primeiro a chegada, depois o sexo, os beijos após o ato consumado, o banho e por último a ida para casa – e aquilo era novidade para ele. Mas sentia nojo. Um nojo incontrolável apenas pela lembrança daquelas mãos, daquele corpo colado ao seu.
Lembrava como havia saído correndo, depois de acordar e perceber o que acontecera durante aquelas últimas oito horas. Ainda assim, sentia pena. O que pensaria quando acordasse e visse que ele não mais ali estava? Agora a repugnância se misturava ao nojo. Era podre. Uma pessoa que não merecia um mínimo sentimento de misericórdia. De repente sorriu.
Estava confuso. A ficha começava a cair. Agora já não sabia como se sentia. Sorria, derramava lágrimas, batia em seu próprio rosto – o que pensariam aquelas pessoas que passavam caminhando lá no alto da gameleira ao ver um rapaz se batendo à margem do rio? –, e se embebedava em nojo, repugnância, tristeza e felicidade. Seria aquela a verdadeira sensação de liberdade?
momento desabafo
galera! falem o que quiserem. meu nome sempre esteve na boca do povo e já me preocupei muito com isso. estou tão bem hoje que não me preocupo mais. cansei de perder meu tempo pensando no que as pessoas pensam sobre a minha pessoa. o que importa é como eu estou pensando sobre mim mesmo. e, em relação a isso, eu estou muito bem resolvido, obrigado.
Tuesday, November 18, 2008
expectativa
- Pode sim. Acho uma ótima idéia.
- Quer que eu vá te buscar?
- Não, não precisa. Meu amigo vai sair e peço pra ele me deixar lá. Só vou querer carona de volta pra casa, tudo bem?
- Ah, ok. Até oito e meia então.
- Até.
Era a terceira vez que se falavam, apenas. Sempre diálogos curtos, sem muito conhecimento um do outro. Aguardavam pelo primeiro encontro para que não faltasse assunto. E, mesmo assim, ainda achavam que faltaria. Luís estava mais ansioso. Pra variar. Já tinham trocado olhares outras vezes, conheciam-se de vista, mas nunca tinham tido um contato pessoal.
Por volta das oito e meia, Luís já estava à espera de Rita. Sentado em uma mesa com duas cadeiras, ele tomava uma taça de vinho. Imaginava como ela seria, o que gostava de fazer, quem seriam seus amigos, se morava com seus pais. Não sabia como começar a conversar, afinal era a primeira vez que saía para algo assim.
- Boa noite.
- Oi Rita. Boa noite. Senta.
- Obrigada. Tudo bem com você?
- Tudo. E você, vai bem?
- Ah, claro.
- Então, você quer comer o quê?
- Hmm... Pensei em uma macarronada.
- Ótima idéia.
Chamaram o garçom e fizeram o pedido. Luís serviu a taça de Rita com vinho.
- Er, quantos anos você tem?
- 25 e você?
- 20.
- Novo heim?
- Ah, o que são cinco anos de diferença depois dos 15?
- É, idade não é nada. Cabeça é o que importa. Você estuda?
- Sim, faço faculdade.
- Trabalha?
- Também. E você, faz o que da vida?
- Bem, há um ano terminei a faculdade de agronomia. Agora estou fazendo pós e trabalhando em um escritório. Você faz faculdade de quê?
- Direito.
- E faz direito?
- Bem, não tanto quanto deveria.
- Você não entendeu...
Luís fez como se não tivesse entendido e mudou de assunto.
- Esse seu sotaque... Você não é daqui, é?
- Não, sou do interior de São Paulo.
- E mora aqui há quanto tempo?
- Faz cinco anos.
- Por conta da faculdade?
- Não. Tava afim de outros ares. Um amigo me falou sobre o Acre e eu tinha muita vontade de conhecer. Aproveitei a vinda, larguei a faculdade de Publicidade que eu fazia lá e resolvi cursar agronomia.
- Chutou o balde?
- Mais ou menos.
- Sou louco pra fazer isso.
- E por que não faz?
- Medo.
- Medo? De quê, rapaz?
- Sei lá. Sabe quando você quer se arriscar e não tem coragem? Seu maior desejo ficar par a par com seu maior medo? É mais ou menos assim.
- Ah, Luís. Você não pode ser assim. Temos que vencer nossos medos.
- Eu sei. É isso que eu estou fazendo agora, aqui com você. Estou vencendo meus medos.
- Fico feliz em saber disso – Rita sorriu sutilmente, sem graça.
- Seu sorriso é bonito.
- Obrigada.
O jantar chegou e os dois preparam-se para comer. Luís criou coragem e se atreveu a perguntar o que queria há algum tempo:
- Você é comprometida?
- Será que eu estaria com você aqui, jantando, se fosse?
- Ah, algumas pessoas fazem isso tranqüilamente.
- Então espero que a partir de hoje você perceba que eu não sou como as outras pessoas.
- Desculpa.
- Não, eu entendo. É a primeira vez que você sai assim com alguém, não é?
- É – respondeu ele, abaixando a cabeça com vergonha.
- Não sinta vergonha. É bonito. E, sei lá, fico lisonjeada que seja comigo.
Enquanto comiam, eles trocavam alguns olhares, rindo das bocas meladas com molho do macarrão. Levaram cerca de meia hora para terminar o jantar, pedindo a conta em seguida.
- Você quer mesmo ir direto pra casa, digo, quer dar uma volta?
- Não, acho que prefiro ir pra casa mesmo.
- Ah, tudo bem – ele consentiu meio entristecido.
Rita explicou o caminho e eles continuaram a conversa, agora já falando de família, viagens, ex namorados e namoradas, e do dia-a-dia na cidade natal de Luís. Chegaram em frente ao prédio onde Rita morava:
- Obrigado pelo jantar, você é uma pessoa adorável.
- Não quer entrar?
- Não seria incômodo?
- Estou sozinha. A mim com certeza você não incomoda.
- Hehe, ta certo.
Os dois subiram as escadas, calados. Aquela era a hora onde não se sabia o que viria depois. Era imprevisível o que aconteceria depois da porta do apartamento. E eles dois sabiam disso.
- Você quer alguma coisa, uma água, um vinho? – ela perguntou educadamente.
- Você.
Os dois entreolharam-se. Até mesmo Luís se impressionou com a facilidade com que havia dito aquilo. Rita estava ansiosa por aquele momento a sós. Ele puxou-a para mais perto e deu-lhe um beijo. O primeiro. De repente a coisa ficou mais quente. Os corpos colados encostados na parede. As mãos de um perdidas, sem parar de se mover pelo outro. Agora, mais do que nunca, Luís sabia qual seria seu futuro.
Monday, November 17, 2008
do passado VI
e os cabelos negros de Aurora balançavam enquanto corria.
o medo tomava conta dela. fazendo-a sumir nas sombras.
e a escuridão passou a se tornar maior.
-socorro, socorro
mas ninguém a escutava.
e um tiro, vindo de trás, silenciou todo o barulho que antes se fazia ali.
Sunday, November 16, 2008
do passado V
do passado IV
Friday, November 14, 2008
dormindo
- Não.
- Sai, pelo amor de Deus! – seus olhos enchiam de lágrimas e sua voz quase não saía mais.
- Por quê você está assim?
- Você não entende, não é? Você nunca entende.
- Eu tento, eu tento.
- Você não faz a mínima questão de entender – as palavras ficavam quase que perdidas na garganta.
- Eu não entendo porque você acha isso.
- Simplesmente pelo fato de você não dar a mínima.
Sua alma encheu-se de coragem naquela hora.
- Querer você é não dar a mínima? Querer ficar com você é não dar a mínima? Sentir sua falta, tremer as pernas e querer te ver todos os dias é não dar a mínima?
Henrique ficara perplexo. Não esperava ouvir aquilo. Era a última coisa que imaginava ouvir naquele momento. Seu choro foi cessando, até que se desvencilhou em um singelo sorriso:
- Eu... eu...
- Desculpa, mas eu não sabia como chegar e te dizer isso.
- Estou sem palavras.
- Não precisa dizer nada – chegou mais próximo de Henrique, passando a mão em seu rosto, acariciando-o.
Os olhos fecharam e as bocas se encontraram. Sentiram os corações pulsando mais forte e as pernas tremerem.
Thursday, November 13, 2008
peso na consciência
- E como eu haveria de esquecer?
- Lembra, também, que um dia antes, no domingo, ele veio aqui?
- Lembro.
- Lembra as coisas que você falou pra ele?
- Mais ou menos. Mas o que diabos isso tem a ver com alguma coisa?
- Tem a ver que aconteceram algumas coisas antes da conversa de vocês. E na conversa de vocês, aliás, as coisas que você falou pra ele devem ter machucado muito.
- Ah, isso é porque ele ainda gosta dela.
- Puta que pariu! Será que você não entende nada do que eu quero dizer?
- ...
- Pensa um pouquinho, mas só um pouquinho, nas coisas que você falou pra ele que poderiam levá-lo a fazer algo daquele tipo. Não que seja culpa sua, mas pensa no que pode estar machucando-o.
à espera de um milagre
Aumentou o volume do som para tentar fazer com que seu corpo absorvesse a música. Trazia recordações de tempos anteriores àquele que vivia agora. Tempos em que a vida era mais fácil, quase não tinha problemas e bastava saber da existência. Olhou-se no espelho e percorreu todo o seu rosto, constatando o quanto envelhecera naqueles anos da faculdade. Tinha sede de viver, viver com a mesma intensidade que, outrora, o acompanhara.
O telefone tocou. Sentiu o coração bater mais forte, a respiração ofegar e as mãos tremerem. Um fio de medo cortou-lhe a garganta. Não era quem esperava que fosse. E era incrível como ainda não se acostumara com aquilo. Sabia. Sempre soube que a ligação nunca viria, mas tinha medo de desistir e acabar perdendo. E perdeu. Perdeu seu amor-próprio, como nunca o tinha feito anteriormente.
o gosto amargo do teu corpo
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção.
Wednesday, November 12, 2008
do passado III
como eu, tudo o que hoje aconteceu?
ver bater aviões no ar
ver chover do céu estrelas do mar
caminhar na beira qualquer
ver ruir toda a fé
justiçar com as próprias mãos
sem saber onde chegar
qual caminho seguir
e uma resposta que espera
que parece nunca vir
diálogos
- ah, eu curto com a cara delas.
- sauhushaushuahsuaushahsausuahus
- sei lá, acho que não tem essa de pessoas erradas - pára um pouco pra pensar - aliás, elas existem sim. e o pior: pessoas erradas em momentos errados.
ê 2008!
quem você tem
- Marcelo!
Ouviu a voz de Lina chamar seu nome. O que será que ela queria àquela hora? Há alguns dias que eles não se viam, mas haviam marcado de almoçar juntos no outro dia. Lina era uma amiga de infância, pela qual ele tinha muito carinho, respeito e amor. Mas, definitivamente, ele não queria ver ninguém. Nem ela. Isso até lhe doía o peito, mas seu peito mesmo dizia para que ficasse sozinho por um tempo.
- Marcelo!
Ele a conhecia: ela não ia desistir. Resolveu sair da sua introspectividade e foi ao seu encontro. Desceu as escadas devagar, com esperança de que, pela demora, ela fosse embora. Não foi. Estava lá, na porta, parada à sua espera.
- Porque demorou tanto?
- Desculpa, estava no banheiro. O que aconteceu?
- Nada. Só queria ver você.
- Mas a gente não combinou de almoçar amanhã?
- Eu sei, eu sei. Mas sabe aquela pontada que eu sinto no coração?
- Aquela que avisa quando algo vai dar errado?
- É. Essa mesmo.
- E o que isso tem a ver comigo?
- Eu tava guardando umas fotos antigas e me deparei com uma nossa, há uns quatro anos atrás.
- E?
- E foi nessa hora que eu senti uma pontada. Saí de casa o mais rápido que pude, ágil para que ninguém pudesse perceber.
- Ah, mas está tudo bem.
- Como se eu não te conhecesse. O que está acontecendo?
- Nada.
- Vai mentir pra mim? – Olhou-o nos olhos, fitando-os compulsivamente. Sabia que daquela forma ele se abriria com ela.
- Estou com um turbilhão de coisas na cabeça. São muitas coisas para pensar, muitas coisas para se fazer. Muitas atitudes a serem revistas. To preocupado.
- Preocupado com o quê, especificamente?
- Com a minha felicidade.
- E o que eu posso fazer para vê-lo feliz?
- Apesar da minha insistência em não querer ver ninguém, só em você ter vindo aqui já bastou para fazer meu dia melhor.
virgo
do passado II
teu cheiro no meu
com os olhos fechados
e a imaginação
o gosto do beijo
teus braços nos meus
como se fosse o último abraço
e a única saída
o adeus que vem breve
teus olhos nos meus
fitando-os profundamente
e a saudade
do passado
a vida prega peças
e a gente nem sabe, nem sonha
que essa é a realidade
deixei a porta aberta
e não vi você entrar
eu to aqui sozinho
naquele mesmo canto
em que nos encontramos pela última vez
Thursday, November 06, 2008
o susto
- Obrigado, mãe.
Wednesday, November 05, 2008
inesperado
agora as lágrimas saíam dos olhos daquele que ouvia atentamente o outro falar.
- eu preciso de ti, cara. eu te amo.
em meio às lágrimas, brotou um sorriso. que não era apenas um sorriso, mas uma forma de, sem palavras, ele dizer que sentia o mesmo.
Monday, November 03, 2008
r.o.
Thursday, October 30, 2008
acima de qualquer coisa
Wednesday, October 29, 2008
do burrico II
mas eu sei que um dia a gente aprende
quem acredita sempre alcança...'
mais uma vez - renato russo
Tuesday, October 28, 2008
desiderata
lute pela sua felicidade.
a gente é maior que qualquer razão
quem vai te socorrer?
quando chover,
e acabar a luz,
Wednesday, October 22, 2008
conselho dado não se olha os dentes
De repente, então, as coisas mudam novamente, e você se depara com aquele pensamento de: se ninguém paga minhas contas, ninguém tem nada a ver com isso. Mas como? A culpa se mistura àqueles sentimentos de receio, pecado, erro e pensamentos alheios. E você deve sobreviver. Se não, meu amigo, a coisa fode pra você.
Erguer a cabeça, olhar e pisar firme é tão difícil quanto subir n’uma bicicleta (sem rodinhas) pela primeira vez e sair pedalando. Os olhares que outrora nem se viravam para você, de repente te olham de canto, analíticos, julgando cada passo e movimento seu. É o preço, tão alto, de transgredir certas coisas.
O grande lance, cara, é você não dar a mínima. Ninguém se importa, fazem de conta que querem o seu melhor, entende? Importe-se você com você mesmo. E só. O que eles te falam, deixe que falem. Escuta aquilo que fará você crescer. O que te faz regredir deixa para trás que ninguém deve se prender a isso.
E, afinal, quem tiver que estar ao leu lado, irmão, vai estar. A hora que for, para o que for, independente de qualquer outra coisa. Mesmo que esteja longe, porque, afinal, não é necessário que se esteja junto para estar por perto.
Monday, October 20, 2008
do burrico I
Friday, October 10, 2008
desde criança
*Quatro trabalhos que tive em minha vida:
Emprego mesmo só um, com carteira assinada e tudo, em uma loja de projetados. Estágio é trabalho? É né?! Então foram dois: assessoria jurídica da EMURB e assessoria de imprensa da Fundação Elias Mansour. Trabalho voluntário também? Ok! Fui membro do Núcleo de comunicação do Catraia. Yes! Deu quatro.
* Quatro lugares em que vivi:
Em 20 anos nunca mudei de cidade nem de casa.
* Quatro Programas de tv que assistia quando criança:
As Aventuras de Tim-Tim, Castelo Ra-Tim-Bum, X-Tudo e Cavaleiros do Zodíaco.
* Quatro programas de tv que assisto:
Bom, eu quase não assisto TV mais, mas quando dá eu assisto as novelas da globo, Fantástico e seriados na SKY. (Não tem mais MTV mesmo )
* Quatro lugares em que estive e voltaria:
Brasília, Fortaleza, Dourados e São Paulo.
* Quatro formas diferente que me chamam:
Tuzi, Tutu, Tuti e Bola
* Quatro pessoas que te mandam correios quase todos os dias:
Minha mãe, Rose (minha chefe), e minhas duas irmãs.
* Quatro comidas favoritas:
Faço que nem a Giselle: “Pô, só quatro?”. Estrogonofe, Lasanha, Macarronada e Churrasco.
* Quatro lugares em que gostaria de estar agora:
Brasília, São Paulo, Florianópolis ou Caribe!
* Quatro coisas que espero que esse ano eu possa:
Vamos de coisas simples e significativas, já que faltam apenas pouco mais de dois meses pro ano acabar, e as coisas materiais podem não chegar: rir mais, chorar mais, brincar mais e ... bem, deixa a última pra lá. ;x
* Quatro amigos para responder:
Toma esse pepino pra ti: Thalyta, Clara, Victor e Kaline.
Thursday, October 02, 2008
mais que mil palavras
Wednesday, September 17, 2008
Friday, September 05, 2008
mais do mesmo
a vida,
como ela segue.
querer e não poder.
poder e não querer.
ou os dois.
'tudo numa coisa só'
Friday, August 29, 2008
Monday, August 25, 2008
aprendendo a voar
e dali a pouco, soube quando deveria sorrir sem se preocupar.
os mistérios embalados nas canções,
e os pródigos que insistiam em voltar
abriu os braços ali mesmo
onde o sol seria visto pela primeira vez
Thursday, August 14, 2008
Thursday, August 07, 2008
o aqui
- é.
- estar aqui é uma delas.
- não só estar aqui. estar é só estar. o grande lance é viver isso aqui.
e, é como dizem: a primeira vez é inesquecível.
Wednesday, July 30, 2008
Monday, July 28, 2008
teu próprio verdugo
sempre há uma luz no fim do túnel
Mas ainda há chance. Sempre existe esperança para aqueles que nela acreditam.
Thursday, July 24, 2008
quando só você não basta
É claro que, como todas as pessoas, quero meus momentos solitários: aqueles em que quero pensar na vida, ouvir uma música e dançar sozinho no meio da rua, encostar a cabeça na janela e olhar para o mundo lá fora. Mas, pelo menos para mim, nos dias de hoje, esses são momentos durante o dia, e não o dia inteiro.
Matar saudade daqueles que moram longe. Aproveitá-lo como se fosse só seu e de mais ninguém, nem de lá, muito menos de cá. Como se só você existisse para ele. Colocá-lo, como de vez em quando se diz, na sua bolha. Onde só você entra e sai, e onde guarda tudo aquilo que diz respeito a você. E só a você. Egoísmo, sim!
Não sou sozinho. E, que me lembre, nunca fui sozinho. Se fui, exercitei ao máximo – e isso desde criança – a me socializar com os outros: conversar mesmo quando os conheço no dia, fazer amizades para a vida inteira. Mesmo que a vida inteira signifique alguns anos, alguns meses, ou simplesmente alguns dias.
Talvez seja pretensão minha afirmar que sou bacana, agradável e divertido. Mas é assim que me enxergo, apesar da frequente melancolia que se passa na nuvem em forma de cérebro que tenho na cabeça. Entendo que diversas vezes sou chato, também. Mas isso não condiz com minha personalidade por completo.
- Oi, como é o seu nome?
- Eduardo.
- Meu nome é Luíza. Lembra de mim?
- Er...
- Estudei com você até a sétima série.
- Mesmo? Ah, você usava óculos e sentava no canto direito da sala. Bem na frente?
- Isso.
- Nossa, como você mudou.
- É.
- Eu sei que não mudei quase nada.
- Lembra de quando...
E assim vai.
com os olhos fechados
Todos os dias quando acordava, ele sentia que precisava de um lugar mais tranqüilo, onde pudesse sonhar.
Monday, July 21, 2008
vênus
- O quê?
- Aquela estrela.
- Não é estrela, é Vênus – afirmou ele secamente.
- Você está estranho. Aliás, venho te achando esquisito há alguns dias. Aconteceu algo?
- Não.
- Te conheço há anos Leonardo. Você acha mesmo que eu não saberia quando algo estranho tivesse acontecido?
- Ah Bárbara, são as coisas fora do lugar.
- Que coisas fora do lugar?
- O mundo.
- Filosofando é?
- De certa forma. Ultimamente ando refletindo sobre algumas coisas.
- Hum, que tipo de coisas?
- Já ouviu O Teatro Mágico?
- Já.
- Então, porque o mar não se apaixona por uma lagoa?
- Segundo eles porque a gente nunca sabe de quem vai gostar.
- É, é mais ou menos isso.
- Tá apaixonado?
- É Vênus.
outros tempos
teorias
Um avião num céu sem nuvens é como uma vida sem obstáculos: sem turbulências, mas sem emoção.
Thursday, July 17, 2008
se for, será
Tuesday, July 15, 2008
pro alto
A solidão se tornou costumeira nesses dias em que não te vi mais. Como você pôde apenas me sorrir de tão longe, de onde nem posso te ver? Mas não te assustes: logo mais tarde te farei companhia. Iremos nos encontrar como se fosse aquela primeira vez em que te vi saindo de dentro de mim.
O relógio já bate às três da manhã, quando, em meio aquele sonho, te vi voando sobre quatro rodas. Lá estava tu, de cabelos molhados, roupas rasgadas e sorriso no rosto. Que hora foi aquela em que, de repente, eu te perdi de vista? Não sei.
Sunday, July 13, 2008
quem te disse?
E aquele carro que eu vi na vitrine e me imaginei dirigindo? Aquele prato saboroso que, só de lembrar, já dava para sentir o gostinho na boca? E, também, aquela gostosona de seios e bunda protuberantes que você viu na revista?
A gente só nunca teve aquilo que nunca quis.
bemad
-porque só os loucos são livres, bárbara.
-sinceramente, não posso concordar. não sou louca e sou livre.
-não. tu é presa àquilo que te convém aceitar como normal. se assim não fosse, você largaria seu emprego hoje e ia comigo para São Paulo.
-ir para São Paulo sem perspectiva nenhuma, sem certeza do que eu posso encontrar? não, não..
-é isso que eu quero dizer quando digo que você não é livre.
-um dia tu vais aprender, léo. as coisas são não são fáceis para quem não aceita uma rotina.
-eu sei. eu poderia aprender isso de hoje para amanhã, e quem sabe mudasse de idéia. mas por enquanto, bá, eu vou. sem perspectiva nenhuma, sem idéia do que eu posso encontrar, sem saber, diabos, como eu vou comer, dormir ou viver lá. mas eu me viro.
(...)'
Friday, July 11, 2008
os trechos de uma história
- Ah, sem essa. – levantou o tronco e cruzou as pernas – Não sei se devo acreditar em você.
- E eu nem peço que você faça isso. Você é livre.
- É disso que eu tenho medo.
- De que? De ser livre?
- Não, dessa sua humildade, da sua tranqüilidade. Do seu respeito.
- Você não deveria ter medo.
- Mas não é medo de você. É medo de magoar você.
- Coisas inevitáveis essas, sabe? Todo mundo vai magoar alguém algum dia. A gente só precisa saber superar.
- Nunca vou esquecer você, aconteça o que acontecer.
- Não me interessa que você não me esqueça. Eu já fiz parte da sua vida. Faço, aliás. E isso me importa. Saber que em alguma página desse caderno de variadas folhas, meu nome foi escrito. Se você não lembrar, não interessa. Continuarei lá como sempre estive.
Thursday, July 10, 2008
em uma manhã eu leio tudo
da mesma forma, as fotos desbotadas, apesar de desbotadas, contam um pouco de história. e eu gosto de mantê-las assim. sem restauração. não é que as quero apodrecidas no canto da estante, mas as quero originais, com aquele gosto de bom momento.
uma árvore no sofá da sala não seria uma péssima idéia, ainda mais abaixo de nuvens de algodão. oh, seriam as nuvens todas feitas de algodão?
lembranças com cheiro de tempero. casa da tia, da irmã, da avó, e até da mãe, depois que a gente sai de casa. é o olfato apurado, que às vezes some com o cheiro do cigarro.
sou de virgem e também gosto de domingos, ainda mais dos domingos ao acaso, quando coisas inesperadas e nada programadas acontecem. será que alguém perdeu outro celular na porta do ônibus?
percebeu, criança?
Monday, June 30, 2008
Wednesday, June 25, 2008
Sunday, June 22, 2008
Monday, June 16, 2008
clausura

Friday, June 13, 2008
Monday, June 09, 2008
(engano)
-quero conversar - ela diz.
-ah, vai se fuder!
tu tu tu e o choro.
Tuesday, June 03, 2008
(ins) piração
vem de cada causo da vida
de cada verso já lido
em momento que passou
ou surge ali, repentina
de certo modo
de modo certo
Wednesday, May 28, 2008
do quarto pecado capital
Pois ergo-me fielmente na sua tristeza,
Que transforma meu ego no que eu espero que seja.
O seu sentimento de inferioridade me fortalece,
A cada queda da qual você não se levanta.
Afunde no mais fundo dos mares,
Eu te ajudo a amarrar as pedras aos pés.
Sua desgraça será minha vitória,
E, assim, feliz serei.
Wednesday, May 14, 2008
Monday, May 12, 2008
Carta Aberta à Coletividade
O Catraia é um coletivo de pessoas de várias áreas do conhecimento que enxergam a cultura como um meio de agregar, estimular, potencializar e realizar mecanismos capazes de escoar, integrar e difundir produções artísticas, educativas e culturais para o benefício da sociedade onde está inserido. Sistematizado como coletivo de cultura há sete meses, agentes culturais formam o Catraia, que por sua vez forma, com outros coletivos e grupos articulados, um circuito integrador da cultura independente brasileira, o chamado Circuito Fora do Eixo. Gerido empiricamente por um regimento interno que vem sendo formulado com e para a participação de todos os seus envolvidos, o Catraia é também um grupo aberto e heterogêneo, que vê não só na criação e aplicação de metodologias, mas também na pluralidade de seu quadro, o melhor meio de alcançar seu objetivo: o fortalecimento e solidificação da cultura independente no Acre e no Brasil.
Ignoram que até quando se pretende ser parcial e passional, é preciso ser primeiramente imparcial e racional
As críticas desqualificadas feitas por essas pessoas, se apoderam das ações do Catraia, dos esforços feitos por seus colaboradores e se constroem com um único objetivo: desestabilizar os passos de quem caminha pela Cultura, através da coletividade e destruir qualquer tentativa de acerto. São críticas que ferem a autonomia e o direito de autodeterminação do Catraia e de seus parceiros, pois abordam de forma ferina e deturpada assuntos comuns a todos ali, muitas vezes ultrapassando as noções da boa convivência e da ética. Acusam o Catraia de ser sectarista e estratificador nas suas ações. Mas esquecem que as nossas portas sempre estiveram abertas, assim como os ouvidos dos que aqui estão. No Catraia somos a favor do debate. Ouvimos o que queremos e o que não queremos. Assim como somos estimulados a falar não só o que queremos, mas o que devemos. Ao contrário do que se afirma erradamente, a verdade do Catraia é feita da soma das verdades das várias pessoas envolvidas em seu processo.
Somos contra o pensamento 'farinha pouca, meu pirão primeiro' e batalhamos para erradicar posturas individualistas que atravancam nosso trabalho
Além de estimular as bandas, associadas ou não, através de ações pró-ativas, como o estúdio de ensaio e a assessoria de marketing, imprensa e publicidade, o Catraia busca formas de escoagem de produção, criando mecanismos profissionais para fomentar o trabalho da cena cultural independente de Rio Branco. Com recursos próprios e das parcerias, o Catraia discute e age para que a emancipação desse trabalho aconteça para outros pontos da sociedade e do estado, não se restringido a um pequeno feudo de atuação. Somos contra o pensamento "farinha pouca, meu pirão primeiro” e batalhamos para erradicar posturas individualistas que atravancam a ampliação do nosso trabalho engajado. Entre erros e acertos, nos capacitamos. Permutamos experiências e tecnologias. E estimulamos a participação das pessoas nos diversos campos da cultura. Não detemos fórmulas, nem protocolos, tampouco a verdade absoluta. Mas sabemos onde estamos e pelo o que lutamos. Pelo Catraia, aprende-se errando e erra-se aprendendo.
Embora algumas pessoas tenham optado por criticar os processos metodológicos que vêm sendo implantados internamente no Coletivo Catraia, para nós, catraieiros, nunca nos coube julgar ou condenar os processos utilizados por essas pessoas e seus meios e veículos de informação cultural. Sempre respeitamos e continuaremos a respeitar a dimensão conceitual e de auto-gestão de todos os projetos, veículos ou grupos que trabalhem com cultura, por acreditarmos que a pluralidade se dá com respeito e todo objetivo comum deve ser alcançado de forma coletiva. Também nunca coube ao Catraia analisar ou criticar tecnicamente uma banda. Para o Catraia toda banda, independente de seu estilo, tem importância, que é medida pelo trabalho, relevância e consistência de sua postura no fortalecimento da cena de música independente acreana e brasileira.
O Catraia se preocupa com a qualidade de seu trabalho, mas leva em conta o oneroso processo de capacitação de seus envolvidos
Atenciosamente,
Janu Schwab – Gestor de Marketing e Estratégia, Rodrigo Forneck – Gestor de Produção e Eventos,
Monday, May 05, 2008
E a saudade...
- Mas já vais? Está cedo.
- O que seria cedo?
- Talvez isso de ainda não ter vivido tudo.
- O que é um tudo pra viver? Nunca é cedo, nem tarde. Basta viver, entende?
- Quero mais tempo com você.
- Todos queremos, mas vivemos bastante. Juntos. Isso não basta?
- Não.
- Não se preocupe, você não será esquecida.
- Não tenho medo disso. Tenho medo de não ver-te mais.
- Talvez isso aconteça. Mas qual o problema? As lembranças não permanecerão?
- Sim.
- Então... Contanto que não esqueçamos um do outro, se não nos encontrarmos mais, isso não será de tanta importância. Não que não fosse bom nos encontrarmos, pelo contrário, seria ótimo, mas .
- Irei aguardar-te.
- Não, não me aguarde. Não se atormente esperando pelo dia em que eu voltar. Viva. E se surpreenda quando eu aparecer novamente. Assim, subitamente, nosso encontro poderá ser mais caloroso.
- Ah.
- Não, não chore. A não ser que seja de felicidade. Não chore pela minha partida, mas pela nossa vida. Pelo que passamos juntos. Assim, saberei que te fiz feliz.
- Gostaria de conseguir.
- Você consegue. E cada vez que o vento soprar, lembre-se que eu posso estar longe, mas mandarei beijos de boa noite e bom dia, a cada manhã e noite no resto de minha vida, assim como fiz por todo esse tempo.
- Vou sentir sua falta.
- Também sentirei a sua.
Com um abano de mãos, ela o viu seguir o caminho que aparentava ser perigoso, mas que ele, com sua eterna coragem, conseguiria transpassar. Fechou o portão e entrou. Seus dias talvez não fossem mais tão alegres, mas, com certeza, aquelas lembranças nunca sairiam de sua mente. Estava agradecida.
Wednesday, April 23, 2008
ludibridade
(de raiva, medo, rancor ou amor)
transformam o cotidiano
em um eterno baile de máscaras
regado a bebidas alcoólicas que as fazem cair
sou da teoria de que o lobo mau
(quase sempre)
se veste de chapeuzinho vermelho
Tuesday, April 22, 2008
em um dia nublado que passou
apesar de, talvez, ser a única saída.
e o tempo, como dizem, nem sempre é o senhor da razão.
mas, com certeza, cura mais que muito remédio.
ou ao menos ameniza a situação.
e aquele sorriso que outrora ficou nos seus lábios,
dá lugar às lágrimas tristonhas que caem dos olhos.
indagações VIII
seria a felicidade uma matéria na qual você deve alcançar a média?
Tuesday, March 25, 2008
Saturday, March 22, 2008
além
gosto salgado de lágrimas,
cheiro forte de flores.
Tuesday, March 18, 2008
folhas secas
sujo do outono
das árvores que caem
mortas no chão.
minha mão,
como já diria dos Anjos,
ao mesmo tempo que afaga,
apedreja.
ser. humano.
carente de idéias.
Tuesday, March 11, 2008
Friday, March 07, 2008
Dor
dor de dente
dor de cabeça
dor de cotovelo
dor de ar...dor
dor de corno
dor de estômago
dor de amor
até morrer de
dor
Tuesday, March 04, 2008
esperança
andou por algum tempo se arriscando por entre os carros,
e parou logo na esquina pra comprar um picolé.
o dia estava nublado e ameaçava chover.
mas um risco de raio de sol por ali surgia.
mesmo que o sol não fosse aparecer.
- acorda, menino, são sete da manhã.
Monday, March 03, 2008
rio de lava rubro-incandescente,
aquele gosto amargo
de ferro que enche a boca,
os dentes insistem em mais,
buscam algo líquido em que se apoiar
e adormecem ao lado de quem esteve ali
e já não está mais.
sorria ao novo dia que vem,
trazendo mais tempestades em meio aos raios de sol.
Friday, February 29, 2008
Wednesday, February 27, 2008
infância
fechei as cortinas, mas eles invadiram o quarto.
pássaros azuis. com bicos vermelhos.
talvez aquela porta levasse à outro universo.
aquele perdido há alguns anos atrás.

